Memória das Secas (14)

PROFESSORA LUCIARA SILVEIRA DE ARAGÃO – Responsável pelo convênio. Entrevista com o Deputado Federal Parsifal Barroso, dia 17 de Junho de 1976, para o Projeto de História Oral produto do Convênio da Universidade Federal do Ceará com o Arquivo Nacional do Rio de Janeiro. 

PROFESSORA LUCIARA SILVEIRA DE ARAGÃO – Entrevista com o Senador Virgílio Távora, dia 14 de Julho de 1976 para o Programa de História Oral, produto do Convênio da Universidade Federal do Ceará com o Arquivo Nacional do Rio de Janeiro.

AO SENHOR MINISTRO DO INTERIOR

  

Indicações referentes a providências que deverão ser tomadas na vigente seca de 1976 no Nordeste

Autoridades presentes,

Minhas senhoras e meus senhores:

 

Cumpre-me, de início, agradecer o honroso convite formulado pelo ilustre Presidente da FACIC, Sr. João Luiz Ramalho de Oliveira.

Organizando este conclave, demonstra a nossa Federação estar à altura dos seus objetivos estatutários.

Permitam-me iniciar esta palestra, com a afirmação, a primeira vista paradoxal, de que o problema nordestino não se resume ao fenômeno das secas. Sem dúvida é ele um componente do problema, porém, não creio que seja o principal, nem mesmo a causa mais importante do dramático fenômeno do êxodo de retirantes.

 O SR. PRESIDENTE – Senhores componentes da Mesa, demais pessoas presentes nesse recinto, dando prosseguimento aos trabalhos deste conclave eu convido o ilustre Deputado Federal Figueiredo Correia para proferir a sua palestra para os presentes.

 O Sr. PRESIDENTE : - Com a palavra o nosso ilustre conferencista, Senador Virgílio Távora.

 O Sr. Nilson Holanda – Sr. Presidente desta reunião, Expedito Leite de Sousa, Exmo. Sr. Senador Virgílio Távora Exmo., Sr. Senador Dias Macedo, Srs. Deputados Federais Marcelo Linhares e Ernesto Gurgel Valente, Sr. Secretário de Planejamento Paulo Lustosa da Costa, Secretário da Agricultura Wladir Pessoa, srs. Deputados Estaduais, caro João Luis Ramalho de Oliveira, Presidente da FACIC, meus senhores.

O SR. JOSÉ LINS DE ALBUQUERQUE – Meu prezado amigo João Luis Ramalho, Presidente da FACIC, meu caro Sancho, Senador Virgílio Távora, senhores Deputados Federais, Sr.Senador José Macedo, Deputado Marcelo Linhares, Ernesto Gurgel, Januário Feitosa, Sr. Presidente do tribunal do Trabalho, Dr.Osmundo Pontes, Diretor do DNOCS, meus senhores, eu acho que os senhores já ouviram muita cousa sobre seca, depois de dois dias conversando sobre isto, sobre o Nordeste, sobre seca, naturalmente que os senhores já esgotaram os assuntos talvez sob todos os ângulos fundamentais sobre os quais o problema se apresenta. De modo que falarei um pouco sobre este problema, levantando alguns problemas fundamentais já conhecidos dos senhores, nenhuma novidade, porque não as há, mas sobretudo eu gostaria de ouvir um pouco o pensamento dos senhores e talvez se possa fazer isso através das perguntas, talvez nos debates.

O distinto jornalista Roberto Moreira, editor deste Blog, solicitou-me fazer uma análise consubstancial sobre o papel do Açude Castanhão tendo em vista o quadro de incertezas face à seca que o Estado do Ceará está enfrentado no seu segundo ano consecutivo.