Cinema de Varda - Linguagem e Crítica do Cinema

Aquecimento Varda

 

Contemporânea de Truffaut e Godard, a cineasta francesa Agnès Varda é conhecida pela diluição em seus filmes das fronteiras entre a ficção e o documentário, colocando seus filmes sempre em uma zona de instabilidade na qual o que sobressai são os sentimentos humanos. Na mostra O Cinema de Agnès Varda, que acontece de terça a quinta-feira na Casa Amarela Eusélio Oliveira, a partir das 19h, poderão ser conferidas algumas das mais diversas experiências dessa inquieta cineasta.

A mostra é promovida pelo curso de Especialização em Audiovisual e Meios Eletrônicos da UFC e o Laboratório de Estudos e Experimentações em Audiovisual, e tem como intuito começar as discussões sobre a cineasta que vem à Fortaleza no próximo dia 21 de Setembro para a estréia de seu último longa, As Praias de Varda, além de ministrar uma série de palestras e participar de encontros com artistas locais.

Programação:

TERÇA

*Cléo de 5 às 7 – 90min

Cléo, bela e cantora, espera o resultado de seus exames médicos. Da superstição ao medo, da rua de Rivoli ao Café do Domo, da frivolidade à angustia, de sua casa ao Parque Montsouris, Cléo vive 90 minutos únicos: seu amante, seu compositor, uma amiga modelo e um soldado de partida para Argélia lhe abrem os olhos para o mundo.

QUARTA

*Sem teto, sem lei – 105min

Uma jovem andarilha morre de frio: apenas mais uma notinha de jornal. Teria sido morte natural? Seria um caso policial ou social? O que poderíamos saber dela e como reagiriam aqueles que cruzaram seu caminho? A câmera se cola a Mona, perscrutando sua errância, uma errância obrigada, pois as portas se fecham para ela. Ela vaga, arma sua tenda, dorme com um, não dorme com outro… Retoma a estrada, pára, parte novamente: breves encontros, desesperança, vinho, solidão, frio. Ela cai num fosso, estremece, choraminga… vem a noite e a manhã é gélida.

QUINTA

*L’opéra-mouffe - 17min

A Ópera-Mouffe é o bloco de notas de uma mulher grávida, no contexto de um documentário sobre o bairro da rua Mouffetard, em Paris, apelidada “la Mouffe”. É um documentario subjetivo, com fotografia de Sacha Vierny e música de Georges Delerue.

*Plaisir d’amour en Iran - 6min

A Ópera-Mouffe é o bloco de notas de uma mulher grávida, no contexto de um documentário sobre o bairro da rua Mouffetard, em Paris, apelidada “la Mouffe”. É um documentario subjetivo, com fotografia de Sacha Vierny e música de Georges Delerue.

*Réponse de femmes – 8min

“A pergunta ‘O que é ser uma mulher?’ foi proposta pelo segundo canal de televisão francês a várias mulheres cineastas. Este cine-panfleto é uma das respostas possíveis, no que diz respeito ao corpo das mulheres – nosso corpo –, do qual se fala tão pouco quando se fala da condição feminina. Nosso corpo-objeto, nosso corpo-tabu, nosso corpo com ou sem seus filhos, nosso sexo, etc. Como viver nosso corpo? Nosso sexo, como vivê-lo?” (Agnès Varda).

*Ulysse - 22min

De frente para o mar, uma cabra, uma criança e um homem. Trata-se de uma fotografia feita por Agnès Varda, em 1954: a cabra estava morta, a criança se chamava Ulisses e o homem estava nu. A partir desta imagem fixa, o filme explora o que poderia existir entre o imaginário e o real. Flertando com a memória, pode-se deparar com ossos.

Fonte: http://leeaufc. wordpress. com/