Quinta, 04 Abril 2013 02:00

Negociações Comerciais

 
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O comércio internacional brasileiro encontra-se diversificado geograficamente, reforçando o perfil do País como “global trader”. A despeito do dinamismo comercial , entretanto,  persistem óbices à expansão das trocas com parceiros desenvolvidos e em desenvolvimento.

 

O vetor comercial da política externa apresenta papel preponderante nas negociações internacionais no âmbito da OMC, o Brasil organiza-se em torno do G-20 e advoga pelo desmantelamento de barreiras  ao comércio agrícola. No plano regional ,  há incremento de acordos comerciais com países sul- americanos apesar do aumento recente de conflitos , em parte, ensejados  também pelo protecionismo. Na esfera bilateral, por sua vez, realizam-se acordos de preferências comerciais com parceiros menos tradicionais, tais como  países africanos e asiáticos .

A orientação da política comercial brasileira para mercados não- tradicionais faz parte da estratégia de ampliação de saldos comerciais  em contexto de crescente protecionismo dos mercados. Como no âmbito multilateral os impasses nas negociações desvelam as dificuldades de abertura comercial dos parceiros desenvolvidos, o Brasil segue formulando estratégias alternativas com atores no mundo em desenvolvimento.

A África , por exemplo, representa área de expansão do capitalismo brasileiro com empresas, como a Petrobrás e a Mendes Júnior, atuando em dimensão continental . Para a África, o Brasil aumentou o intercâmbio, exportando além de manufaturados, serviços e tecnologia Em relação à Ásia, contudo,  a busca pela maior inserção comercial aumentou a rentabilidade  do agronegócio , mas, em contrapartida, acarretou a elevação das importações de produtos de média e alta tecnologia. Em regiões do mundo em desenvolvimento com capitalismo mais dinâmico, o Brasil encontra obstáculos para obtenção de saldos comerciais.

Percebe-se, assim, que o protecionismo não constitui o único desafio ao incremento do comércio brasileiro e à consolidação do perfil de “global player”. Além do desmantelamento de barreiras comerciais, cabe ao País investir na melhoria qualitativa da pauta de exportação a fim de aumentar a competitividade nas trocas comerciais internacionais.

Lido 1282 vezes Última modificação em Sábado, 23 Maio 2015 21:42
Aline Alícia de Aragão F. Gabriel

Coordenadora de Relações Internacionais

Advogada, consultora e analista de relações internacionais