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Relações Internacionais (39)

A proteção internacional aos direitos humanos constitui construção histórica sujeita a avanços e retrocessos, em razão de injunções advindas de política de poder e em decorrência, não raro, de  ausência de vontade política, que possibilite a linearidade do  tratamento do tema, no sentido iluminista de progresso. 

A precariedade da supervisão financeira mundial contrasta com a existência de mercados com mobilidade crescente de capital favorecida pela globalização. A década de noventa, notadamente, regida pelo signo do neoliberalismo, após a derrocada do chamado "socialismo real",  permitiu a livre-circulação dos fluxos, sem reformar, em contrapartida, as instituições responsáveis pela gestão da arquitetura financeira ou ainda sem criar novas instâncias voltadas para regulação do capital. A ênfase dada à retração do papel do Estado na economia, à livre movimentação de capitais de curto prazo e  à desregulamentação terminou por permitir que se relegasse a segundo plano mecanismos capazes de mitigar riscos sistêmicos inerentes à evolução do sistema capitalista, em contexto de crescente interdependência. A atual crise do "subprime", iniciada no setor imobiliário norte-americano, dado o modo de funcionamento de alto risco do sistema bancário, insere-se, de modo mais amplo, nessa conjuntura de ausência de supervisão e de disciplina financeira, que exacerba as vulnerabilidades da ordem econômica internacional  como um todo.

Pocos hablan de otra crisis, en varios sentidos más profunda, que es la crisis moral que afecta de manera prácticamente unánime a las diversas naciones, contribuyendo para un deterioro de los respectivos tejidos sociales

O terrorismo pode ser identificado como meio de manutenção, conquista e desmoralização do poder. O primeiro caso, o da manutenção do poder, associa-se à prática estatal, em que, mediante o recurso à violência, procede-se a deportações e à matança indiscriminada.

Quinta, 04 Abril 2013 00:46

A Atualidade da Política de Defesa

A importância de se repensar  estrategicamente  a política de defesa, entendida como capacidade de os Estados  agirem e organizarem-se com o objetivo de protegerem o território, a soberania e os interesses nacionais, decorre não apenas do cenário externo , caracterizado pela assimetria de poder, mas também pela  crescente percepção  de que o direito internacional não se credencia, no momento presente, como  valor capaz de  coibir comportamentos desviantes de potência. 

A leitura do sistema internacional, segundo a corrente realista, permite identificar a dicotomia guerra e paz como norteadora da relação entre os Estados. 

A política exterior sofre as influências de fatores que conduzem a mudanças profundas, caracterizadas por crises que englobam problemas políticos, econômicos e sociais.

O sistema internacional que se conforma após os ataques terroristas de 11 de setembro encontra –se singularmente complexo, em razão da insegurança crescente não apenas decorrente da violação pelos Estados de conduta aceitas, mediante compromissos internacionais, mas também por crises decorrentes de confrontos geopolíticos.

 A reformulação do sistema multilateral de comércio, consubstanciado na Organização Mundial do Comércio (OMC), inaugura novo período nas relações internacionais. Pela primeira vez, concebeu-se uma organização com personalidade jurídica de direito internacional como arranjo permanente, voltada para disciplinar e supervisionar as relações comerciais entre os países e mitigar, assim, políticas de poder e assimetrias existentes.

Em 21 de agosto de 1968, quando o Kremlin resolveu enviar os seus tanques para encerrar a Primavera de Praga, os estudantes tchecos saíram à rua para protestar. Conforme conta Jan Puhl no Der Spiegel, alguns picharam num muro os seguintes dizeres: "Lenin, acorde, eles ficaram loucos!"

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