David Gueiros Vieira

David Gueiros Vieira

PHD em História da América Latina, Mestre em história dos Estados Unidos da América, conferencista e um dos maiores especialistas brasileiros em História da Questão Religiosa do Brasil.

Os episódios relativos à Guerra do Paraguai continuam a merecer uma maior atenção dos historiadores.  O tema se vincula, por exemplo, a outros aspectos da vida brasileira como o surgimento das favelas.  Ora, o nome foi dado ao morro do português Antônio Favela, no Rio de Janeiro, quando do retorno dos soldados da Guerra do Paraguai. A vasta maioria deles era composta de negros, muitos ainda escravos, que tinham sido permutados pelas famílias brancas em lugar de seus filhos, que tinham sido apanhados para o recrutamento da guerra. O governo prometia a esses pretos a liberdade e um pedaço de terra. Mas quando terminou o conflito, o Brasil estava tão quebrado financeiramente,  que o custo de manda-los de volta para o Nordeste, notadamente a Bahia e estados longínquos era tal, que o governo adquiriu, noutras palavras, confiscou o morro do português Antônio Favela, e os colocou lá.

Neste importante estudo, Davis Gueiros Vieira, PhD em História da América pela American University (Washington, DC) e professor aposentado da Universidade de Brasília, registra de forma esclarecedora a participação dos protestantes na chamada Questão Religiosa, resumidamente entendida como conflito entre católicos ultramontanos e a maçonaria na segunda metade do século XIX. Partindo de 1850, o autor apresenta os antecedentes dos fatos que, sem dúvida alguma, foi o mais duro conflito entre a Igreja e o Estado do século XIX. A presente obra foi fruto de dez anos de pesquisa para a tese de doutorado defendida em 1973 (p.11), destacando-se pelo forte caráter empírico. A apresentação da obra é feita por ninguém menos que Gilberto Freyre que, em 1978 afirma:

Segunda, 09 Março 2015 05:58

A Morte de Lampião

Em recente correspondência com um amigo, esse lamentava a morte do terrorista bin Laden, por não lhe ter sido dado o “direito” de ser julgado por um tribunal internacional. Lembrei-o de que no Brasil tivéramos um Bin Laden, todo nosso, que fora o cangaceiro Lampião. Não me lembro de ninguém que tivesse lamentado sua morte. Ao contrário, a mesma fora recebida com um suspiro de alívio em todo o Nordeste, especialmente entre as crianças, para quem ele fora o “bicho-papão” mais temido. Fui criança naquela época, e sei disso de experiência própria. Uma vez ele invadiu a vila de Serrinha, perto de Garanhuns, e fez ameaças à cidade de Garanhuns, onde morávamos. Dificilmente ele teria ido até aquela cidade grande, onde facilmente cairia numa emboscada de fogo cruzado, mas assim mesmo nos amedrontou muito, pois éramos crianças e nada sabíamos desses detalhes.

Quinta, 04 Abril 2013 01:05

Democracia nos EUA: Modificações?

O que tem preservado os EUA como uma democracia é o direito constitucional do cidadão possuir armas, e a existência de uma Guarda Nacional em cada estado, o que é na realidade um pequeno exército estadual.

Cada vez que ocorre algo inusitado no noticiário internacional, as tevês do Brasil procuram “especialistas”, para dar suas abalizadas opiniões sobre o assunto. Não deixou de ser diferente o noticiário sobre a tragédia ocorrida no Virginia Technological Institute.

Resumo: O tiro dado em Che Guevara pode ter saído do fuzil de um soldadinho cholo qualquer, mas a responsabilidade de sua morte fora dos trotskistas bolivianos que o abandonara.

Quinta, 04 Abril 2013 00:21

Fidel, Ainda Choro por "El Guajiro"

RESUMO: Com a derrocada dos partidos democratas cubanos, meus amigos ex-companheiros de faculdade, amedrontados, fugiram quase todos para os Estados Unidos da América. O "Guajiro", no entanto, ficou em Cuba.

Quinta, 04 Abril 2013 00:20

A Rainha dos Maxabombos

RESUMO: Com toda a boa vontade e estupidez, criamos um território praticamente estrangeiro em área que outrora fora sacrossanto território nacional.

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