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A origem dos tabajaras – Os costumes dos tabajaras

Nosso objetivo é procurar trazer alguns elementos que esclareçam as relações existentes entre a classe empresarial paulista e o Nordeste Brasileiro na década de 90. A escolha do empresariado industrial paulista como objeto de estudo foi ainda reforçada pela verificação da impossibilidade de aferir-se sua situação através de trabalhos existentes.

EFEITOS DA APOSENTARIA ESPONTÂNEA NO CONTRATO DE TRABALHO

Sábado, 29 Novembro 2014 12:59

O Atlas da ANA e o DNOCS

Quem, para conhecer a História da Colonização do Semi-Árido nordestino, se debruçar na literatura existente, por certo, vai tomar conhecimento da luta, gigantesca, do homem contra o meio físico da região. Verá o quanto foi determinante o papel do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas-DNOCS, desde os primórdios do século XX, quebrando os mais difíceis obstáculos impeditivos da consolidação da conquista desta, quase impenetrável, parte do solo pátrio. Num esforço ingente de combinação de técnica, decisão política e compromisso humano, o DNOCS, no seu quase um século de existência, fez o misterioso e rude semi-árido nordestino se aproximar, artificialmente, das condições físicas, então, naturalmente oferecidas pela Zona da Mata e pelo Meio Norte maranhense. Não é, pois, sem fundamentação que os técnicos e servidores do DNOCS se regozijam e se orgulham de sua contribuição à região.

Pretendo nesta pesquisa, propor, sem  pretensões a revisionismos fúteis, a discussão sobre a data real de nossa independência celebrada em 7 de setembro. Dentre as inúmeras e indizíveis trapalhadas da República, uma é absurda.. Trata-se da imposição dessa impostura, quanto ao dia 7 de setembro de 1822, como a data da independência do Brasil,conforme redação do decreto 155-B  de  14  janeiro de 1890.

O "Estado Burguês" foi conquistado. Basta agora destruí-lo com o beneplácito e a colaboração principalmente do Executivo federal.

A tentativa do sincretismo buscando uniformizar e priorizar a informação vem procurando o sensacionalismo da noticia. Privilegia-se o exótico, o inesperado e o chocante na vida cotidiana como atrativo similar ao das telenovelas, com ênfase nos pseudo-herois que imitam a vida ou na vida “glamourosa” de modelos, atrizes e da realeza. Real e imaginário associam-se no campo de diversificação e aumento da audiência na comunicação.

Ao dar inicio a esse artigo, a primeira tarefa foi procurar uma definição para a palavra lazer. “Fazendo levantamento nos dicionários de língua vernácula, lazer é encontrado como sinônimo de descanso”, “passatempo”, “ócio”. Estas três palavras parecem sempre relacionadas a “repouso”, “folga”, “divertimento”, até a “preguiça”. Observa-se, assim, que o lazer é compreendido preconceituosamente como tempo de não fazer, não trabalhar, não produzir. Em uma sociedade voltada para o trabalho e para a produção, o lazer não é visto como um valor psicossocial. No máximo pode ser encarado como um prêmio temporário. O verdadeiro valor é a produtividade, isto é, vale mais quem produz ou quem usa sua força de trabalho para produzir bens e capital. Portanto, os que não produzem ou os que se dedicam a atividades não produtivas tem seu valor social diminuído.

A produção como um valor social chega mesmo a nortear e decidir a sociedade social em faixas etárias. Assim, gerontologia social explica o uso do termo “terceira idade” como o período da vida em que a pessoa se afastou do trabalho (por conta da aposentadoria), estando em oposição a outro grupo adulto, porém produtivo – os jovens e os de meia-idade.

Fica evidente, então, que o trabalho ou emprego se constitui na maior fonte de identidade pscicossocial, exercendo influencia na auto-estima e no sentido de valor pessoal de cada um. Sem um vinculo com a produção ou um trabalho socialmente valorizado, as tende a reconhecer sua identidade. Vivenciando um vazio e ausência de sentido. Tal fenômeno ocorre freqüentemente com as pessoas que se aposentam.

Mais que papel, está destinado ao lazer no futuro das sociedades modernas? Segundo estudiosos de sociedades do futuro (Shaff e Toynbee) grandes transformações sociais ocorrerão no mundo do trabalho. Este tenderá a ser cada vez mais automatizado, dependendo cada vez mais da força física e mais do intelecto. Acabar-se-a a divisão de tarefas a partir não vitalidade e juventude dos corpos e sim pela criatividade e inteligência das mentes. Isto quebrará a fronteira que separa as pessoas pela idade. Além disso, segundo estes estudiosos das sociedades modernas, devido a essa mesma automação se trabalhara menos e os empregos serão temporários. Isso implica em aumento do tempo sem trabalho, até para os não aposentados. Assim, fatalmente as pessoas se voltarão para atividades não remuneradas, seja como passatempo, diversão e para gratificação emocional.

Segundo Adam Shaff, esse tempo não dedicado ao trabalho levará as pessoas ao desenvolvimento de dois novos pápeis: o primeiro ele chamou de “homo studiosus” isto é, o desejo de continuar aprendendo, experimentando coisas novas em um mundo em permanentes transformações. Em segundo lugar haverá o papel do “homo ludens”, definido como a busca do prazer, do bom, do gozo, de gratificação emocional, através de atividades desportivas, culturais, passeios, viagens, hobbies, passatempo, ou qualquer outro meio onde o objetivo seja a diversão e o entretenimento. Assim, usando as pressuposições de Adam Shaff, o lúdico ou o lazer pode ser tão necessário à vida quando o trabalho, pois ambos podem dar sentido a mesma. Existencialmente, a vida se acaba quando não há mais sentido. Somente as realizações, sejam elas com a finalidade de trabalho ou de lazer, promovem gratificação e dão sentido a vida.

Assim sendo, pode-se prever o resgate da importância do lazer ou das atividades lúdicas e criativas como uma necessidade existencial de auto-realização e satisfação com a vida, contribuindo para a formação de uma identidade psicológica mais singular, pois será fruto do desenvolvimento de potencialidades e atividades criativas, proporcionadas pelo tempo dedicado ao lazer. Como diz Angerami, o homem só existe a partir de suas realizações, não existindo isolado destas.

Como conseqüência das transformações no uso do tempo e dedicação ao lazer, o mito do idoso na “cadeira de balanço” tende a desaparecer, pois cada vez mais as pessoas de terceira idade, ao afastarem-se do trabalho por ocasião da aposentadoria, sentir-se-ão estimuladas a reconstruir suas identidades em busca desses novos valores que envolvem o lúdico e a aprendizagem de coisas novas, isto é, atividades de lazer, que não só servem de passatempo, mas de crescimento e reorganização da auto-estima e da integridade psicológica.

Finalmente, é importante enfatizar que as atividades de lazer para a terceira idade, que proporcionam gratificação emocional e integridade psicológica, devem tanto envolver atividades individuais quanto coletivas. Devem ser atividades ao ar livre e atividades que envolvam exercício, criatividade mental e distração repousante.

Este artigo é uma reflexão sobre a importância da introdução da arte nas escolas brasileiras em todos os níveis. Falo de um ensino significativo onde se associem a motivação professor-aluno e as técnicas empregadas caminhem junto à teoria. Isto quer dizer não só o estímulo ao desenho, por exemplo, mas a exploração da criatividade do jovem e da criança. Naturalmente, tudo passa, em primeiro lugar pela formação do professor voltado para o binômio arte-educação e pelo apoio que ele receba da escola.

Sexta, 28 Novembro 2014 16:15

Quando em Roma...

“Quando em Roma, de cócoras com eles”, já dizia um conhecido meu, que sempre misturava os ditados populares. Dai ele misturar “Quando em Roma, faça como os romanos”, e o outro mais pedestre: “Em terra de sapo, de cócoras com eles”. A ideia era a mesma: de se viver de acordo com o ambiente. Mas a mistura era hilariante.

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