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EFEITOS DA APOSENTARIA ESPONTÂNEA NO CONTRATO DE TRABALHO

Pretendo nesta pesquisa, propor, sem  pretensões a revisionismos fúteis, a discussão sobre a data real de nossa independência celebrada em 7 de setembro. Dentre as inúmeras e indizíveis trapalhadas da República, uma é absurda.. Trata-se da imposição dessa impostura, quanto ao dia 7 de setembro de 1822, como a data da independência do Brasil,conforme redação do decreto 155-B  de  14  janeiro de 1890.

A tentativa do sincretismo buscando uniformizar e priorizar a informação vem procurando o sensacionalismo da noticia. Privilegia-se o exótico, o inesperado e o chocante na vida cotidiana como atrativo similar ao das telenovelas, com ênfase nos pseudo-herois que imitam a vida ou na vida “glamourosa” de modelos, atrizes e da realeza. Real e imaginário associam-se no campo de diversificação e aumento da audiência na comunicação.

Ao dar inicio a esse artigo, a primeira tarefa foi procurar uma definição para a palavra lazer. “Fazendo levantamento nos dicionários de língua vernácula, lazer é encontrado como sinônimo de descanso”, “passatempo”, “ócio”. Estas três palavras parecem sempre relacionadas a “repouso”, “folga”, “divertimento”, até a “preguiça”. Observa-se, assim, que o lazer é compreendido preconceituosamente como tempo de não fazer, não trabalhar, não produzir. Em uma sociedade voltada para o trabalho e para a produção, o lazer não é visto como um valor psicossocial. No máximo pode ser encarado como um prêmio temporário. O verdadeiro valor é a produtividade, isto é, vale mais quem produz ou quem usa sua força de trabalho para produzir bens e capital. Portanto, os que não produzem ou os que se dedicam a atividades não produtivas tem seu valor social diminuído.

A produção como um valor social chega mesmo a nortear e decidir a sociedade social em faixas etárias. Assim, gerontologia social explica o uso do termo “terceira idade” como o período da vida em que a pessoa se afastou do trabalho (por conta da aposentadoria), estando em oposição a outro grupo adulto, porém produtivo – os jovens e os de meia-idade.

Fica evidente, então, que o trabalho ou emprego se constitui na maior fonte de identidade pscicossocial, exercendo influencia na auto-estima e no sentido de valor pessoal de cada um. Sem um vinculo com a produção ou um trabalho socialmente valorizado, as tende a reconhecer sua identidade. Vivenciando um vazio e ausência de sentido. Tal fenômeno ocorre freqüentemente com as pessoas que se aposentam.

Mais que papel, está destinado ao lazer no futuro das sociedades modernas? Segundo estudiosos de sociedades do futuro (Shaff e Toynbee) grandes transformações sociais ocorrerão no mundo do trabalho. Este tenderá a ser cada vez mais automatizado, dependendo cada vez mais da força física e mais do intelecto. Acabar-se-a a divisão de tarefas a partir não vitalidade e juventude dos corpos e sim pela criatividade e inteligência das mentes. Isto quebrará a fronteira que separa as pessoas pela idade. Além disso, segundo estes estudiosos das sociedades modernas, devido a essa mesma automação se trabalhara menos e os empregos serão temporários. Isso implica em aumento do tempo sem trabalho, até para os não aposentados. Assim, fatalmente as pessoas se voltarão para atividades não remuneradas, seja como passatempo, diversão e para gratificação emocional.

Segundo Adam Shaff, esse tempo não dedicado ao trabalho levará as pessoas ao desenvolvimento de dois novos pápeis: o primeiro ele chamou de “homo studiosus” isto é, o desejo de continuar aprendendo, experimentando coisas novas em um mundo em permanentes transformações. Em segundo lugar haverá o papel do “homo ludens”, definido como a busca do prazer, do bom, do gozo, de gratificação emocional, através de atividades desportivas, culturais, passeios, viagens, hobbies, passatempo, ou qualquer outro meio onde o objetivo seja a diversão e o entretenimento. Assim, usando as pressuposições de Adam Shaff, o lúdico ou o lazer pode ser tão necessário à vida quando o trabalho, pois ambos podem dar sentido a mesma. Existencialmente, a vida se acaba quando não há mais sentido. Somente as realizações, sejam elas com a finalidade de trabalho ou de lazer, promovem gratificação e dão sentido a vida.

Assim sendo, pode-se prever o resgate da importância do lazer ou das atividades lúdicas e criativas como uma necessidade existencial de auto-realização e satisfação com a vida, contribuindo para a formação de uma identidade psicológica mais singular, pois será fruto do desenvolvimento de potencialidades e atividades criativas, proporcionadas pelo tempo dedicado ao lazer. Como diz Angerami, o homem só existe a partir de suas realizações, não existindo isolado destas.

Como conseqüência das transformações no uso do tempo e dedicação ao lazer, o mito do idoso na “cadeira de balanço” tende a desaparecer, pois cada vez mais as pessoas de terceira idade, ao afastarem-se do trabalho por ocasião da aposentadoria, sentir-se-ão estimuladas a reconstruir suas identidades em busca desses novos valores que envolvem o lúdico e a aprendizagem de coisas novas, isto é, atividades de lazer, que não só servem de passatempo, mas de crescimento e reorganização da auto-estima e da integridade psicológica.

Finalmente, é importante enfatizar que as atividades de lazer para a terceira idade, que proporcionam gratificação emocional e integridade psicológica, devem tanto envolver atividades individuais quanto coletivas. Devem ser atividades ao ar livre e atividades que envolvam exercício, criatividade mental e distração repousante.

Este artigo é uma reflexão sobre a importância da introdução da arte nas escolas brasileiras em todos os níveis. Falo de um ensino significativo onde se associem a motivação professor-aluno e as técnicas empregadas caminhem junto à teoria. Isto quer dizer não só o estímulo ao desenho, por exemplo, mas a exploração da criatividade do jovem e da criança. Naturalmente, tudo passa, em primeiro lugar pela formação do professor voltado para o binômio arte-educação e pelo apoio que ele receba da escola.

Sexta, 28 Novembro 2014 16:15

Quando em Roma...

“Quando em Roma, de cócoras com eles”, já dizia um conhecido meu, que sempre misturava os ditados populares. Dai ele misturar “Quando em Roma, faça como os romanos”, e o outro mais pedestre: “Em terra de sapo, de cócoras com eles”. A ideia era a mesma: de se viver de acordo com o ambiente. Mas a mistura era hilariante.

Sexta, 28 Novembro 2014 16:13

Ama Llulla

Logo na chegada do porto fluvial de Iquitos, no Peru, num dos grandes armazéns ali, há um grande cartaz em língua quíchua, que reza: AMA SUA (não roube), AMA LLULLA (não minta), AMA MAKELLA (não seja preguiçoso). Boas recomendações feitas aos trabalhadores de fala quíchua. AMA, na mencionada língua, evidentemente quer dizer “não”.

Sexta, 28 Novembro 2014 16:12

Uma Questão de Utopia

Há dois mil anos os cristãos acreditam a vinda de um Anticristo, que montará um governo mundial. Não será a volta de Cristo ainda. Antes pelo contrário, será um Anticristo - mau, perverso, dedicado ao mal que será destronado pela volta de Cristo.

Sexta, 28 Novembro 2014 16:11

Chávez e o Salto Angel

Jamais imaginei que um dia eu daria apoio a Hugo Chaves, em alguma coisa. A notícia de que ele quer mudar o nome do salto Angel (AngelFalls), para o antigo nome indígena é mais do que válido.

Sábado, 27 Setembro 2014 13:38

Os Extremos se Encontram

A frase em apígrafe é frequentemente citada, mas raramente as pessoas chegam a compreender como ela  se aplica às situações do dia-a-dia. Um bom exemplo disso era a posição de um companheiro meu, no Ministério do Interior. Membro do Partido Comunista, assim afirmava ele,  eu era mesmo "o fascista mais simpático" que jamais tinha conhecido.

Como poderia eu ser um fascista, sempre lhe perguntei? Nunca me respondia, mas sem dúvida para ele "fascista" era todo aquele que se opunha ao comunismo, ou às atividades da extrema esquerda. Era uma espécie de palavrão, utilizado para insultar os que discordavam dele. Seriam o fascismo e o comunismo tão diferentes assim? É bom lembrar que, na teoria de Einstein, se você parte de um ponto qualquer no espaço, quer seja para a direita ou para a esquerda, ao fazer a curva do infinito você voltará para o mesmo ponto, ainda que vindo de posição oposta.

Na realidade os extremos se encontram: Adolfo Hitler quando buscou aliados, foi rejeitado pela Inglaterra, mas logo encontrou um ferrenho amigo em Stalin. Eventualmente, os alemães e russos poderiam desentender-se por causa da "questão polaca", território que ambas nações almejavam dominar, e não por divergências ideológicas. Foi este o caso quando Hitler traiu o pacto, invadindo a Polônia. 

Isso deveria nos levar a uma mais clara definição dos termos. Quais os pontos em comum que existem entre as três modalidades de governo? Para começar, é bom lembrar a definição cínica de Lênin sobre a liberdade: "Liberdade", afirmou Lênin, "é algo tão precioso que deveria ser ministrada apenas em pequenas doses". Assim, comparando os sistemas comunistas -como implantados na Rùssia, China e em todas as partes do mundo onde isso ocorreu - encontramos infindos pontos em comum com os sistemas nazi-fascistas da Alemanha e Itála.

Primeiro: ambos sistemas estabeleceram ditaduras - Alemanha, Itália, Espanha, Portugal (fascistas); Rússia, China, Cuba, e todo o Leste Europeu (comunistas). A única diferença entre um sistema e o outro, é que os nazi-fascistas tendiam a favorecer certos grupos de indústrias (Krupp e outros mais) que lhes davam apoio financeiro e político. Já na Rússia o apoio vinha de industriais americanos, como Armand Hammer (comunista de família comunista), que deu apoio à revolução, ajudou a montar a administração russa e a fazer funcionar as fábricas. A fome se alastrou em toda a Rúsisa, pois a pequena classe produtora composta de pequenos burgueses se recusou a continuar produzindo, só para ter sua produção confiscada pelo governo. Isto  causou numa terrível fome, que resultou até em atos de canibalismo, quando os pais passaram a comer os próprios filhinhos que morriam de fome, levando o mundo a dizer que "comunista come criancinha" (isso é dito hoje em tom de gozação pelos próprios comunistas, mas é baseado em algo que de fato ocorreu).De fato, tal aconteceu, e não pode ser negado (leiam Soljenitsin). Em face do que ocorria na Rússia, Armando Hammer convenceu o governo americano a dar auxílio à União Soviética, ou  morreriam todos de fome. O auxílio ocorreu muito contra a vontade dos governos europeus, que apostavam numa revolta total popular russa, que desse um fim à ditadura comunista. No final, a revolução russa foi salva por capitalistas americanos.

Segundo: em ambos sistemas permite-se apenas a existência de um partido- de modo que oposição não existe. Tudo isso ao contrário das democracias "retrógradas", que eram (são) multipartidárias.

Terceiro: uma espécie de Parlamento foi montado nesses países, pró-forma, mas todos so seus membros eram (são) do partido do governo. Mesmo assim esse Parlamento foi finalmente eliminado - como na Alemanha, Itália, Espanha e Portugal. Enfim um Parlamento de um só partido, quando existiu, servia apenas para referendar os atos do governo.

Liberdade de imprensa, de comunicação, ou o que seja, era proibida. Tudo o que era publicado tinha de passar pela censura do governo.

Democaracia tornou-se  palavra quase que obscena. (Leia-se "O China Gordo", biografia do fascista Agamenon Magalhães, e o que ele dizia sobre a democracia).

Enfim, os pontos que o comunismo e o nazi-fascismo tinham (têm ) em comum são tantos, que ambos se tornam quase que similares, e tornam ambos diametralmente opostos ao que conhecemos como democracia, onde a liberdade deveria ser absoluta, tanto na política, quanto nas atividades econômicas. É de se lamentar que as pessoas não se dêm conta dessas similaridades entre esses dois pontos ideológicos, e de que maneira ambos se distanciam da democracia. A não ser que se considerem os governos de Lênin e Stalin na Rúsia, o de Cuba de Fidel Cstro, de Pol Pot no Camboja, da Coréia do Norte de Kim Il Sung, como exemplos magistrais de "liberdade". Nesse caso seria necessário se redefinar o termo "liberdade".

Quem defende a liberdade democrática pode ser definido como um nazi-fascista, ou são nazi-fascistas aqueles que defendem o comuno-nazifascismo?  Esse é um ponto a meditar, e espero receber comentários daqueles que se interessam pelo assunto.

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